Sunday, July 10, 2005

O “Escritório do Futuro”... há 18 anos.



O “Escritório do Futuro”... amanhã às nove e meia
Publicado em "O Diário" de 3 de Outubro de 1987


Chega-se ao 11º andar de um edifício de cimento e vidro pelas 9.30 horas se o percalço de um engarrafamento não ocorre.

O espaço de trabalho pode ser "open" ( descampado, em tradução livre) ou constituído por gabinetes de 3/4 habitantes cada. O que importa agora, o que distingue, é a presença em cada secretária de um terminal de computador ( para não complicar imaginem um televisor com teclado, que serve).

Tambem lá estarão, é claro, os apetrechos tradicionais: um bloco calendário, um cesto "IN/OUT", um estojo de miudezas como "clips" e elásticos, eventualmente um cinzeiro, mas como veremos mais adiante reduzidos a um papel decorativo. Uma manifestação de tradicionalismo, se quiserem uma ligação sentimental a um passado de mangas-de-alpaca.

Analisemos agora o comportamento desse individuo que, vencidos os engarrafamentos ao volante do seu automovel, pousa a pasta e pendura o casaco num cabide suspenso da ilharga do armário. Em certas situações pode ser que dedilhe um jornal, mas com o ar pouco atento de quem quer apenas ter a certeza de não deixar passar algo de especialmente importante. Posto o jornal para o lado, por vezes mesmo antes disso, os dedos procuram as teclas mais do que batidas, para iniciar a sessão de trabalho com o computador.

Este acto, que técnicamente pode assumir as mais variadas formas, corresponde ao antigo ligar da máquina de escrever, se era electrica, ou mais genericamente ao gesto de preparar a ferramenta com que se vai trabalhar. A diferença estará apenas na poténcia e variedade das fun‡óes proporcionadas pela "ferramenta" computador.

Muito provavelmente o primeiro serviço pedido será aquele que se vulgarizou como "correio electrónico". Como o nome indica permite trocar "correspondéncia" sem fazer viajar papéis ( os cientistas descobriram que os impulsos eléctricos são substancialmente mais rápidos do que os continuos).
O gesto primordial do "correio electrónico" é o de "abrir a caixa do correio", isto é, saber quem e quando nos enviou o qué. Tal pode, no entanto, ter consequéncias indesejaveis. Vejamos porquê.

O seu autor tanto pode pertencer a uma comunidade informática de dezenas de utilisadores trabalhando na área da Grande Lisboa como estar integrado numa rede com dezenas de milhares de membros espalhados por todos os continentes. Assim, feito o pedido de "abertura" da "caixa do correio", pode deparar-se com uma lista de "cartas" vindas tanto do parceiro da sala do lado como de um colega da Austrália.

O caso agrava-se indubitavelmente se o numero de tais "cartas" for, por exemplo, 174. O destinatário, nestes casos, sente que tem o dia estragado. Um dia não chegará, provavelmente, para ler nem que seja em diagonal todas as mensagens recebidas.

Então, perante a lista imensa, lá irá seleccionando e lendo aquelas que lhe parece poderem necessitar de atenção e eventual resposta mais urgente. Convem explicar, para os mais afastados destas coisas, que tanto a lista das mensagens como o respectivo conteudo são visualisados no "ecran" ( um pouco como se pudessemos receber as cartas da família do Norte no televisor lá de casa).

Claro que é reconfortante enviar uma mensagem, por exemplo para Singapura, e saber que o destinatário poderá lé-la daí a instantes ( a não ser que haja bronca na rede telefónica, claro); mas não há bela sem senão. Neste caso, o senão resulta do abuso na utilização destes meios; há quem envie mensagens a propósito e a despropósito. O pior ainda é o abuso das facilidades da redistribuição de mensagens pois nestes casos os prevaricadores nem sequer tém que se dar ao trabalho de produzir um texto original.

Funciona assim: alguem recebe uma mensagem e julga que o seu conteudo é importante para os senhores A, B e C. Então junta ao texto que recebeu uma frase inteligente tipo "penso que este assunto é extraordináriamente importante para si" e envia para os trés presumíveis interessados. Alguns destes podem ter uma ideia semelhante e assim nasce uma assustadora reacção em cadeia. As mensagens que chegam depois de ter passado por vários destes "distribuidores" são particularmente irritantes porque obrigam a ler todos os comentários bacocos antes de poder decidir se o conteudo é, ele próprio, tambem bacoco.

Tal como as cartas em papel estas, as electrónicas, uma vez tratadas são muito bem arrumadinhas em ficheiros magnéticos ( versão actual dos dossiers).

Mas o computador não serve apenas para "correio electrónico". Ao longo do dia vai servindo como:
- Máquina de calcular
- Máquina de escrever (associado a impressoras de qualidade)
- Prontuário ortográfico automático- Enciclopédia técnica
- Consultor técnico em vários domínios
- Agenda e gerador automático de avisos
- Intercomunicador ( mensagens escritas que interrompem o destinatário) etc, etc.

Assim, a ligação do trabalhador a esta super-ferramenta é muito estreita e só quando uma quebra na corrente inviabiliza a sua utilização é possivel retomar os placidos rituais da leitura e do despacho dos papéis (que apesar de tudo continuam a existir, claro).

Moral da história...

A descrição feita não pretende ser exaustiva, e muito menos rigorosa, mas destina-se a divulgar em traços largos o ambiente de trabalho daqueles que, já hoje, vivem uma versão necessáriamente mitigada do "escritório do futuro". Se considerarmos redes com centenas ou milhares de utentes, acesso a grandes bases de dados locais e remotas, a disponibilidade permanente de tais meios e a sua efectiva utilização nas tarefas do dia a dia estaremos a falar do ambiente de trabalho de umas quantas centenas de portugueses.

Se atendermos á previsível generalização deste tipo de ambientes, que tudo leva a crer serão o habitat de cada vez maior numero de trabalhadores dos serviços, é facil perceber como se torna importante analisar as "ilhas" já hoje existentes.

Desde logo o aumento enorme da velocidade de circulação da informação, bem como os volumes disponíveis, se por um lado permitem resolver problemas complexos e numerosos impóem tambem um elevado ritmo de trabalho e situações de atraso permanente relativamente ás solicitações. As relações com os superiores hierarquicos tendem a perder o caracter de relação social ( as conversas para definição das tarefas e suas implicações tendem a ser substituídas por listas "electrónicas").

Os próprios métodos de avaliação do trabalho realizado sofrem grandes alterações pelo recurso a ferramentas do tipo "controle de projectos", memoranduns automáticos e outras (é por exemplo possivel saber em qualquer momento quem está a trabalhar com determinado computador, é possivel pór o computador a verificar se todos os participantes pretendidos numa reunião tém as suas agendas livres nesse dia e hora, etc) .

Tambem se verifica uma redução das deslocações e dos contactos pessoais delas derivados. Os contactos profissionais, em que se opera uma substituição do telefone pelas mensagens escritas, tendem a formalizar-se. O esclarecimento das situações pode tornar-se mais dificil pois a forma escrita, passível de utilização posterior, retira alguma maleabilidade e espontaneidade na superação dos problemas.

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Muitos analistas prevéem um crescimento enorme do numero de empregados nos serviços o que parece contraditório com as produtividades gigantescas dos meios tecnológicos descritos.
Com efeito já hoje são observaveis reduções nos efectivos de certas tipos de profissões. Alguns exemplos:

- As(os) dactilografas - Hoje, como vimos, cada um pode escrever os documentos que desejar no seu próprio terminal
- As(os) secretárias - As funções de atendimento telefónico durante as auséncias podem ser resolvidas pela telefonista, se dispuser de um terminal para enviar um aviso para a "caixa do correio" do destinatário da chamada. O arquivo é, como vimos, cada vez mais electrónico.
- Os operadores de recolha de dados - A disseminação de dispositivos cuja utilização produz, automáticamente, o registo electrónico está a ser feita a ritmo acelerado (veja-se o caso das transacções bancarias através das máquinas).

Parece pois legítimo concluir que as operações tradicionais do escritório estão sujeitas, tal como as da agricultura e da industria, a um processo de progressiva automatização e provavel redução de efectivos.

Com a produção agrícola e industrial garantidas por robots ou por trabalhadores baratos do "terceiro mundo" e com o trabalho dos escritórios entregue a um reduzido numero de operadores de máquinas complexas, o nosso destino na Europa e na América do Norte, dizem alguns analistas, é tornarmo-nos gigantescas colmeias de super-produtivos "prestadores de serviços".

É neste ponto que me lembro sempre do magistral "Ghost-busters" em que um grupo de jovens empreendedores resolve montar uma empresa para prestar serviços de "caça de fantasmas" na pragmática New York.

Seja como fór:

- O escritório não voltará a ser o mesmo
- Os "serviços" de que se ocuparão tantos milhões dos nossos filhos e netos ainda estão por inventar, bem como as relações socio-económicas que lhes hão-de corresponder.

...mas isso terá que ficar para outra altura.


Fernando Penim Redondo

Saturday, July 9, 2005

Atribulações de um "posterior" no Japão II


Em vez de escrever um comentário ao "post" que o Fernando publicou ontem sobre este assunto, penso que é mais esclarecedor difundir estas instruções detalhadas.

Em todo o caso, e em relação às dúvidas do Fernando quanto às diferenças enter "shower" e "bidet", devo dizer que também as tive: a distinção entre "to rinse" e "to spray" nem sempre era muito nítida na prática!...

Mergulho




Silvia Patrício

Exposição de pintura

Até 30 de junho (Entrada Livre)

Arquivo livraria (espaço de galeria)

Av. combatentes da grande guerra, 53 2400-123 leiria

Segunda a Sábado: 9h30-23h00

Domingos e Feriados:14h30-19h30

www.arquivolivraria.pt

Friday, July 8, 2005

Atribulações de um "posterior" no Japão

No seu post "E o Japão ali tão longe" a Joana fazia uma declaração que desencadeou a nossa curiosidade: "Por decoro, não descrevo todas as funcionalidades de que dispõe uma simples sanita".

Como não consideramos este assunto inferior, e não gostamos de atirar dúvidas para trás das costas, lá conseguimos aliviar o decoro da Joana e convencê-la a facultar-nos a documentação que segue:

I





II




III




Desafiamos agora a Joana, através dos comentários que entender necessários, a precaver os potenciais turistas contra os percalços que as instruções auguram.

Por exemplo eu tenho alguma dificuldade em diferençar o "shower" do "bidet" o que pode ter efeitos nefastos no "posterior"...

Thursday, July 7, 2005

Em defesa de "Cândido"



Em defesa de "Cândido"
Miguel Poiares Maduro
miguel.maduro@curia.eu.int


Acredita num final feliz? Eu sempre preferi acreditar. É por isso que sempre simpatizei com o "Cândido", eterno optimista vítima do sarcasmo de Voltaire. Na personagem de Cândido, que permanecia optimista face às maiores desgraças, seguindo a filosofia do seu mestre Pangloss para quem todas as desgraças aconteciam para seu bem, Voltaire criticava o naturalismo optimista da condição humana da filosofia do seu tempo. Esse optimismo cego e atávico corre o risco de nos tornar passivos perante a vida, aceitando todas as adversidades sem as combater e sem tentarmos melhorar a nossa existência. Mas Voltaire enganou-se ao confundir Cândido com Pangloss e optimismo com resignação. O optimismo de Cândido é positivo, o que é negativo é o transformar esse optimismo numa filosofia passiva e acrítica da vida como a de Pangloss.
Na verdade, uma filosofia pessimista conduz ainda mais seguramente a um cepticismo imobilista. Para os pessimistas, mesmo o que a vida nos pode dar de bom é seguramente transformado em mau pela natureza humana. O que identifica um pessimista é o seu cepticismo face à natureza humana. Normalmente, isso esconde-se por detrás de uma concepção cínica do que se passa à sua volta que facilmente se transforma numa visão conspirativa do mundo. Para um pessimista há sempre alguma outra coisa por detrás de um gesto simpático, há sempre uma mentira escondida numa promessa, há sempre uma desilusão a seguir a uma ilusão. Da vida, dos outros e, por vezes, até de si próprios nada podemos esperar de bom. Na dúvida, deve-se presumir o pior! Só que isto conduz a negar qualquer capacidade transformadora na nossa condição humana. Não podemos melhorar-nos nem tentar melhorar os outros. A nossa relação com os outros só pode ser vista como estratégia: a bondade não convence, apenas o engano vence.
Claro que o cinismo inerente a uma filosofia pessimista nos dá uma posição confortável perante a vida. Podemos olhar o mundo de cima para baixo e ser sarcásticos com o "engano" dos outros. Talvez seja por isso que hoje em dia se encontrem muitos mais cínicos que optimistas. É bem mais fácil ter piada sendo cínico do que positivo. Sempre me diverti com a escrita de Vasco Pulido Valente mas sempre me perguntei como se sairia ele se lhe pedissem para escrever algo positivo durante algumas semanas…
Diz-se que a arte reflecte a vida e o pessimismo é hoje dominante na arte e até na filosofia. Será porque realmente o mundo nós dá hoje mais razões para sermos pessimistas? O pessimismo é consequência do mundo ou de nós? Adorno escreveu que depois do Holocausto já ninguém conseguia escrever poemas. Neste caso, a arte apenas exprime o mal do mundo. Mas será que o mundo se tem tornado pior? É que me parece que a arte se tem tornado mais pessimista.
Muitos dramas clássicos exprimiam um optimismo triste: na tragédia final estava sempre ínsita uma possibilidade de redenção humana. É importante não confundir optimismo com comédia e pessimismo com drama. Há tragédias optimistas porque acreditam na natureza humana. Mesmo Romeu e Julieta é uma peça optimista ao demonstrar que o amor é possível entre duas pessoas de famílias que se combatem. Shakespeare exprime algum pessimismo quanto ao contexto social que impede esse amor mas é optimista quanto à natureza humana que o concretiza. No lado oposto, o fantástico filme de S. Kubrick Dr. Strangelove, é uma comédia que exprime um enorme cepticismo quanto à natureza humana.
Da mesma forma, não se deve confundir um optimista com alguém feliz. Ser optimista pode é ser a melhor forma de reagir à infelicidade. Nem se confunda pessimismo ou optimismo com vontade de morrer. Será que um optimista é alguém deprimido que não se suicida ou, pelo contrário, ele não se suicida porque é tão pessimista que acredita que o que o espera na morte ainda é pior?... O pessimismo a que me refiro aqui é uma filosofia da vida assente num profundo cepticismo quanto à natureza humana.
Há uma forte tendência na arte actual para exprimir este enorme cepticismo. O que aconteceu? Onde foram parar todos os optimistas? Há duas explicações possíveis. A primeira, é que o crescente pessimismo é uma reacção aos limites da razão: a crença absoluta na razão do período iluminista revelou-se excessiva enquanto instrumento de promoção do desenvolvimento humano e pessoal e isso traduziu-se num enorme cepticismo face à natureza humana. O pessimismo antecipou, neste caso, a crítica pós-moderna à razão.
A segunda explicação é mais banal. É simplesmente mais fácil ser pessimista. Havia um tempo em que a arte mediatizava a vida, exaltando-a ou permitindo-nos esquece-la. Os seus tempos eram lentos pois lenta era a forma de viver a vida. Hoje a arte tem de ser mais rápida que a vida para poder ser consumida ao ritmo desta. Neste contexto, o cinismo é a forma mais rápida de fazer arte. É hoje mais fácil matar um personagem do que encontrar um razão para o fazer viver. Não se enganem, eu também não resisto ao gosto da tirada rápida e espontânea, da arte por instinto, do cinismo bem dirigido. Mas custa-me ver a arte reduzida a uma mera expressão do nosso pessimismo existencial.
Na vida, passa-se o mesmo. Ser optimista dá mais trabalho. Significa reconhecer que temos algum controlo sobre a vida e exige que estejamos dispostos a investir na nossa capacidade de nos transformamos e a transformarmos. Mas isso co-responsabiliza-nos. Somos co-autores da vida e não apenas os seus destinatários. É mais fácil ser pessimista e escondermo-nos no cinismo.
Em Portugal, uma sondagem recente indicava que mais de 70% dos portugueses estavam pessimistas. Seria importante clarificar bem o que isto quer dizer. Estar pessimista e ser pessimista são coisas diferentes. Até um optimista pode por vezes estar pessimista… Mas o optimista acha que pode fazer algo para vencer o pessimismo e assume essa responsabilidade. O importante é que os portugueses parem de agir como pessimistas, cínicos e conspirativos perante tudo o que se passa a sua volta, descrentes da natureza dos outros e, dessa forma, desculpando a sua própria natureza também. Um livro recente de Helmut Gaus faz corresponder as fases de desenvolvimento económico com os anseios e receios psicológicos colectivos. De acordo com esta tese, somos, em larga medida, os executores da nossos próprios receios…
Com o pessimismo acontece o mesmo que com as profecias: se as aceitamos, elas realizam-se, pois somos nós mesmos que nos tornamos nos agentes da vontade dos profetas.
Necessitamos de optimistas embora eu esteja algo pessimista quanto à possibilidade de os encontrarmos…

Miguel Poiares Maduro
miguel.maduro@curia.eu.int

Tuesday, July 5, 2005

Estocolmo para amigos



Por Ali !!


Clique na foto se quer ver o resto das fotografias feitas em Estocolmo por altura do Solistício de 2005.

Monday, July 4, 2005

Atendimento Automático



e agora, para descontrair, uma piada qua "anda por aí"


Responde o atendedor de chamadas da Casa de Saúde:

"Obrigado por ter ligado para o Júlio de Matos (Instituto de Saúde Mental), a companhia mais adequada aos seus momentos de maior loucura."

* Se você é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;

* Se você é co-dependente, peça a alguém que marque o 2 por si;

* Se você tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;

* Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;

* Se você sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;

* Se você é esquizofrênico, oiça com atenção, e uma voz interior lhe indicará o número a marcar;

* Se você é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação;

* Porém, se VOCÊ votou Sócrates, não há solução, desligue e espere até 2009.
Aqui atendemos LOUCOS, não atendemos PARVOS ou INGÉNUOS! Obrigado!

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