
Wednesday, January 21, 2009
Santuário Capitólio

Tuesday, January 20, 2009
Desemprego sobe na China pela primeira vez em cinco anos
A taxa de desemprego oficial da China aumentou no ano passado pela primeira vez em cinco anos, após a crise financeira global reduzir o crescimento da economia do país no quarto trimestre.A taxa de desemprego no setor formal urbano subiu para 4,2% no fim de dezembro, depois de ter se mantido em 4% desde o final de 2007, segundo o Ministério dos Recursos Humanos e da Seguridade Social. Em bases anuais, foi o primeiro aumento do desemprego desde 2003, quando a taxa chegou a 4,3%.
Os números não incluem os trabalhadores migrantes sem registro, muitos dos quais também perderam seus empregos nos últimos meses. O crescimento da taxa no fim do quarto trimestre, comparada à do terceiro trimestre, reflete a desaceleração econômica do período, disse o porta-voz do ministério, Yin Chengji. Ele afirmou que há mais pessoas em busca de trabalho e menos postos disponíveis.
"Mas, no geral, a situação está sob nosso controle", declarou Yin. Os esforços do governo para manter estável o crescimento econômico são importantes para estabilizar o mercado de trabalho, acrescentou.
Segundo o representante do Ministério, o governo considerou a diminuição do crescimento econômico neste ano quando fixou suas metas de criar postos de trabalho para 9 milhões de pessoas nas áreas urbanas e manter a taxa de desemprego em no máximo 4,6%.
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Um americano comum
Nunca vi nenhum tique de arrogância em George W. Bush. (As acusações de "arrogante", por parte do americano médio, caíam sempre sobre os rivais democratas, primeiro Gore e depois Kerry, que manifestamente não tinham paciência para aturar um rival daquele calibre intelectual.) Nem mesmo no seu momento de despedida. Bush é um homem genuíno. Genuinamente estúpido, mas genuíno. O comentador da SIC Notícias e todos os outros que achavam Bush arrogante deveriam convencer-se que, se calhar, acham é arrogantes os americanos todos.
Regresso a Ganturé

O Google Earth possibilitou-me um inesperado regresso a Ganturé, na Guiné. Há quarenta anos, a 7 de Setembro de 1968, fui mandado para "ocupar posição in the middle of nowhere". Pela foto acima parece que o local continua descampado. Era então um conjunto de vagas ruínas abandonadas pela exploração da mancarra (amendoim) quando começou a guerra.
O meu comandante, que era suposto comandar a acção, "deu parte de doente" à hora do embarque e, por tabela, vi-me inesperadamente com 200 fuzileiros nos braços para realizar a operação. Parti do cais do Pidgiguiti que ainda hoje se pode ver em Bissau através do Google Earth.

Quando cheguei a Ganturé, numa curva do rio Cacheu no Norte do país, tive que desembarcar muitas toneladas de equipamento debaixo de uma chuva diluviana e improvisar a guarda para a passarmos a primeira noite.




O humanismo dos interesses
Livro infantil “Googly-Goo! and His Ten Merry Men” de 1916. Ilustração de W.F. Stecher
O Google, cuja sede fica no estado norte-americano da Califórnia, enviou ao Supremo Tribunal um documento oficial defendendo a união civil entre homossexuais - que foi proibida no estado após um referendo realizado junto com as últimas eleições, em 4 de novembro de 2008.
Para o Google, muitos de seus funcionários escolheram trabalhar na empresa por conta das leis da Califórnia, que permitiam a união entre pessoas do mesmo sexo. Com o fim dessa permissão, a gigante de Internet teme que seus profissionais deixem o emprego.
O nosso Sócrates não está só quando declara "o combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo". Mas ao menos o Google reconhece que o seu "humanismo" é uma forma de salvar o negócio enquanto que Sócrates tenta disfarçar o receio de ver os seus votos fugirem para o BE.
Estamos portanto no terreno dos direitos fundamentais à protecção dos interesses.
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