Wednesday, September 30, 2009

O Tsunami explicado às crianças (e aos fanáticos)

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A 18 de Setembro foi registado um sismo subterrâneo de grande magnitude com epicentro na primeira página do Diário de Notícias. Ainda estavam todos a exigir a explicação do sucedido quando foram surpreendidos por um tsunami que, saindo pelos televisores, deixou tudo de pernas para o ar.
Os fanáticos são como as crianças, por isso é preciso explicar-lhes tudo timtim por timtim. Aqui vai sob a forma de historieta.
Até ao dia 18 de Setembro nada de notável tinha acontecido, vivíamos todos na nossa pasmaceira habitual mas um dos imbecis que habitam no PS, e se alimentam do PS, sugeriu que seria uma grande ideia lançar uma bomba nos jornais para lixar a Dra. Manuela das asfixias. E assim foi.
Esqueceram-se de perceber que, por tabela, afinfavam no Sr. Silva ou então acharam que era um excelente "2 em 1". Seguiu-se uma campanha desenfreada que deu 36% no Domingo mas que entretanto tinha entalado o Sr. Silva contra a parede, com transmissão em directo e em canal aberto.
O tsunami era a consequência inevitável. Agora andamos todos a ver se encontramos um governo viável por entre os destroços. A moral da história fica por conta de cada um.
Agora a sério.
O PS fez o que nunca ninguém tinha feito: atacar e pôr em causa o Presidente da República.
Nem a direita nos piores tempos de Soares ou de Sampaio se atrevera a tocar nessa instituição que parecia ser a única para onde os portugueses ainda se podiam voltar quando tudo o mais falhava.
Essa válvula de escape do sistema foi eliminada em troca de quê ? De uma semi-vitória nas legislativas de 2009.
Essa válvula de escape do sistema foi eliminada com base em quê ? Um email escrito há 17 meses por um jornalista sobre um história que roça o ridículo e que foi roubado não se sabe por quem.
E agora ?
O que é que acontece quando o partido mais votado é acusado pelo Presidente de mentiroso, manipulador, intolerável e indecente ?
Para já esse partido finge que não ouviu. Mas será que resulta ?
Estou convencido de que, aberta esta caixa de Pandora, nos esperam tempos muito difíceis de radicalização à esquerda e à direita, até que as próximas eleições presidenciais em 2011 resolvam esta guerra.
Antevejo que Cavaco vai procurar empurrar o PS para uma aliança com o BE e o PCP.
Dessa forma Cavaco pode sonhar com a reeleição pelo desgaste de um governo crismado como "comunista". O "radicalismo" de tal governo, se forem dados os pretextos convenientes, pode atirar os eleitores do centro para os braços do novo PSD à Passos Coelho, nas eleições que o presidente reeleito convocará para salvar o país da "revolução". Um governo de maioria de esquerda é, com razão ou sem ela, a única esperança da direita para regressar ao poder.
Se os actuais votantes não chegarem para concretizar tal plano poderá sempre recorrer-se a uma campanha de terrorismo ideológico que assuste, e faça regressar ao sistema eleitoral, os 39% que se abstiveram no dia 27.
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